Evidências moleculares da evolução
A comparação entre moléculas de DNA de diferentes
espécies tem revelado o grau de semelhança de seus genes, o que mostra o
parentesco evolutivo. O mesmo ocorre para as proteínas que, em última
análise, refletem as semelhanças e diferenças genéticas.

O citocromo c é uma proteína
presente em todos os seres vivos que fazem respiração aeróbica, sendo
constituído por 104 aminoácidos encadeados. A porcentagem de cada tipo
de aminoácido presente nessa proteína varia nas diferentes espécies de
organismos e está relacionada com a proximidade evolutiva entre as
espécies. O citocromo c surgiu, como provavelmente, nos
primórdios da vida na Terra, quando os primeiros seres vivos passaram a
utilizar a respiração como processo para obtenção de energia. Hoje essa
proteína apresenta pequenas variações em cada grupo de organismos, nas
quais devem ter se estabelecido ao longo do processo evolutivo.
A variação da estrutura primária de uma
determinada proteína, em diferentes espécies, revela indiretamente suas
diferenças genéticas uma vez que o código para a proteína está escrito
nos genes.
Semelhanças entre moléculas de DNA
Os recentes avanços da Biologia Molecular têm
permitido comparar diretamente a estrutura genética de diferentes
espécies, através da comparação das seqüências de nucleotídeos presentes
nas moléculas de DNA.
Os resultados das análises bioquímicas têm
confirmado as estimativas de parentesco entre espécies obtidas por meio
do estudo de fósseis e anatomia comparada. Isso reforça ainda mais a
teoria de que os seres vivos atuais resultam da evolução de seres vivos
que viveram no passado, estando todos os seres vivos relacionados por
graus de parentescos mais ou menos distantes.
O homem descende do macaco?
Na polêmica apresentação de seu trabalho a
respeito do processo de seleção natural e da origem das espécies, Darwin
foi acusado de defender a tese de que o homem descendeu dos macacos.
Será que isso é verdade? A acusação é injustificada. Darwin nunca
afirmou isso. O que ele procurava esclarecer era o fato de que todas as
espécies viventes, inclusive a humana, teriam surgido por meio de um
longo processo de evolução a partir de seres que o antecederam. Nesse
sentido, homens e chipanzés, que tiveram um ancestral comum, seriam
“primos em primeiro grau”, fato que provocou a ira de muitos oponentes
de Darwin. E não é que o assunto pode ser agora esclarecido, com uma
fascinante descoberta na formação Chorora, na Etiópia central?
Um grupo de cientistas etíopes e japoneses
encontrou restos fossilizados, na verdade oito dentes; de uma nova
espécie de macaco – batizada com o nome Chororapithecus abyssinicus
(ou macaco abissínico de Chorora) – que viveu a cerca de 10 milhões de
anos e está sendo considerado o mais velho parente dos gorilas.

Explicando melhor: até agora, os
cientistas acreditavam que os gorilas, ao longo da evolução, tivessem se
separado dos chimpanzés bem mais tarde. E, depois disso, teria havido a
separação das linhagens que originaram os chimpanzés e os hominídeos
(família a que pertence a espécie humana). Agora, com essa nova
descoberta, tudo leva a crer que a origem do homem é mais antiga, cerca
de 9 milhões de anos. E, para completar, essa descoberta é um forte apoio da origem africana tanto dos humanos quanto dos grandes macacos modernos.
Para aqueles que acreditam na evolução biológica,
descobertas como essa ajudam a esclarecer a origem dos seres humanos.
E, também, a desfazer os mitos baseados em acusações infundadas.
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